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ACERVO



JUNKER & RUH


Karl Junker começou a trabalhar em uma empresa que fabricava máquinas de costura de nome Haid & Neu na cidade de Karlsruhe em 1862 em uma Alemanha que ainda estava dividida em pequenos reinos(unificou-se apenas em 1871). Rapaz inteligente, criativo e sempre disposto para trabalhar, seu lema era “tenho que trabalhar enquanto é dia”.
Em 1868 abriu uma oficina no porão da casa de seu sogro com a finalidade de construir máquinas de costura. Mas ele tinha um concorrente, August Ruh, que vendia máquinas de costura americanas que já eram famosas e estavam começando a se expandir para a Europa: a Singer.
Mas quis o destino que os dois se encontrassem em uma feira na cidade onde moravam (por sinal o nome da cidade possui o nome de um e o sobrenome do outro) e, através de conversas, decidiram formalizar uma união entre ambos fundando a JUNKER & RUH em 1º de fevereiro de 1870. Junker ficou a frente da área técnica e Ruh tomou para si a direção comercial. Nesse primeiro ano de fundação apenas 100 máquinas de costura deixaram a fábrica. Porém 3 anos após já se tinha o número de 5000 peças anuais e em 1877, sete anos depois, 50 mil máquinas saiam da fábrica. Em 1890 cerca de 385 mil máquinas tinham sido vendidas e a JUNKER & RUH empregava 500 trabalhadores.
Em 1893, quase findando o século XIX, a empresa desenvolveu um fogão a gás que possibilitou uma revolução nas cozinhas alemãs. Tudo porque, na época, era um luxo ter gás na cozinha para cozinhar alimentos, era usado apenas para iluminação. Com o fogão que a JUNKER & RUH desenvolveu, o consumo de gás se tornou moderado e as famílias passaram a ter em seus lares um fogão a gás.
No ano de 1895 a empresa conquistou mais um degrau em sua evolução: sua fundição própria. Com isso não era mais necessário depender dos franceses para ter algumas peças fundidas, além de poderem vender para outras empresas suas fundições.
Em 1898 o co-fundador Augst Ruh faleceu,
Em 1911 a empresa chegou em seu 1 milhão de máquinas de costura vendidas.
Com o início da Primeira Guerra Mundial, a empresa conseguiu se sobressair produzindo material de guerra para a Alemanha, especialmente armas. Nesse momento surgiram as mulheres para trabalhar nas fábricas exercendo trabalhos que seriam de homens.
Em 1916 o co-fundador Karl Junker também faleceu.
Como sequela da Grande Depressão de 1929 e pela onda de desemprego que se seguiu na cidade de Karlsruhe, a JUNKER & RUH, em 1930, interrompeu a produção de máquinas de costura focando, então, na produção de fogões elétricos e uma máquina para reparo de calçados.
Com a chegada da Segunda Guerra Mundial, ficou difícil de se conseguir trabalhadores pois estes deveriam se alistar no exército dificultando a produção por parte das empresas. E nesse momento a JUNKER & RUH estava recebendo pedidos de fogões para as cozinhas militares além de armamentos. Novamente as mulheres foram para as fábricas.
Durante a guerra os bombardeiros aliados causaram danos consideráveis as instalações. Mas ela continuou funcionando e contava com mais de 1700 funcionários, dentre esses 47 prisioneiros de guerra e 330 trabalhadores forçados(possivelmente judeus).
Nos últimos momentos da guerra, quando a Alemanha estava sendo cercada, as instalações da fábrica estavam quase em ruínas permanecendo apenas 30 funcionários.
Com a guerra terminada, 1945, tinha chegado o momento de reconstrução que perdurou ate 1953 para a JUNKER & RUH trazendo, com isso, muitas incertezas. Era o momento de se modernizar e conquistar o mercado novamente. Apostaram em fogões a gás com mais segurança, exaustor para cozinha e equipamentos para a cozinha além de um moedor para café e um aquecedor para ambiente. Mas todas as novidades e o recomeço não foram suficientes para alavancar as vendas. A concorrência e o clima que não ajudou fizeram com que a empresa tivesse que demitir funcionários. Em um jornal local a manchete estampada dizia “Demissões em massa em Junker & Ruh”. Cerca de 400 trabalhadores perderam o emprego.
Em 1961 a empresa passou a ser uma GmbH(sociedade com responsabilidade limitada) muito comum na Alemanha. Com isso um banco de Frankfurt e uma empresa de Munique se tornaram os grandes acionistas.
No ano de 1965 a Brettener Neff-Werke, uma concorrente direta, tomou posse da empresa que já não era mais tanto lucrativa. Mas fez um péssimo negócio pois, pelo fato da falta de investimentos, em 1968 estava em curso inicial uma recessão na Alemanha e a produção teve que ser definitivamente interrompida. Agora era a Brettener Neff-Werke que estava em dificuldades e para sanar o problema a AEG entrou como acionista majoritário de todo o conglomerado.
Hoje na cidade de Karlsruhe o nome JUNKER & RUH remetem apenas para o nome de uma rua e de uma ponte.




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