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ACERVO



WILLCOX & GIBBS


James Edward Allen Gibbs era um agricultor extremamente curioso. Ele tinha grande interesse em aperfeiçoar ferramentas e costumava brincar com seus inventos durante as colheitas.
Ao olhar uma gravura de uma máquina de costura marca Grover & Baker em um jornal na década de 1850, Gibbs reuniu alguns pedaços de madeira, canivete e alguns utensílios agrícolas para reproduzir a peça. Ao final a máquina produzida conseguia encadear pontos em um tecido mas de uma forma muito rudimentar.
Em 1856, Gibbs observou com muita atenção um modelo da Singer exposta em uma vitrine de loja. A partir dessa observação idealizou várias modificações e no ano seguinte patenteou um sistema mais elaborado sempre mantendo o sistema de ponto em cadeia. No mesmo ano, tendo uma pequena instalação industrial, começou a fabricar as primeiras máquinas de costura.
Essas peças tinham dimensões menores, eram eficientes e mais baratas que as outras máquinas conseguindo, dessa forma, um belo sucesso comercial.
A partir de 1858, com a empresa prosperando, Gibbs integrou Charles Willcox, um investidor empreendedor que apostava em novas invenções, e a empresa passou a se chamar Willcox & Gibbs Sewing Machine Company.
Willcox era engenhoso, curioso, sempre atento para mudanças, e desenvolveu vários aperfeiçoamentos para as máquinas de costura e sempre tendo o cuidado de patentear cada novo sistema.
Em 1859 a empresa abriu um escritório para comercializar seus produtos na famosa Broadway em Nova York. Enquanto alguns concorrentes vendiam suas máquinas pesadas e barulhentas por 100 dólares a Willcox & Gibbs vendia por 50 dólares peças leves, silenciosas e funcionais. E também suas máquinas tinham um abastecimento da linha na parte superior sendo, dessa forma, prática. Ao contrário das outras que tinham as lançadeiras na parte inferior tornando cansativo e intermitente o preenchimento de linha.
As máquinas da Willcox & Gibbs eram fáceis de usar, tinham uma mecânica simples e eram confiáveis para se manusear, tornando-as um sucesso de vendas.
A empresa também montou um escritório de vendas na Inglaterra que era um excelente polo de vendas na época.
No século XIX, usar um chapéu de palha era extremamente popular entre a população. Cerca de 20 mil pessoas entre homens, mulheres e crianças ganhavam a vida trançando palhas para a fabricação do chapéu. Especialistas da época profetizavam que nunca se poderia criar uma máquina que costurasse chapéus. Talvez Gibbs tenha levado a premonição como um desafio pessoal e conseguiu derrubar a tese dos especialistas. Ele desenvolveu o modelo Type 200 para a confecção de chapéus de palha. Se um trabalhador estivesse a frente da máquina por 10 horas de trabalho, ele produziria quase oito quilômetros de trança costurada que resultaria em 144 chapéus utilizando apenas a força do pé.
No início do século XX a Willcox & Gibbs já possuía representantes em várias partes da Inglaterra como em vários países da Europa.
Com suas máquinas de ponto corrente a Willcox & Gibbs dominou o mercado por 80 anos.
A empresa sempre valorizou uma boa propaganda para vender seu produto. O poema com essa finalidade data de 1865.

"Se um fio serve,
Por que se preocupar com dois,
Para quebrar, confundir e emaranhar?
Não há um som
Quando meu laçador dá voltas,
Sem lançadeiras ou bobinas para tilintar.

Sou rápido, mas faço
Nem um único fio. erro,
Você só tem que me manter indo.
E eu nunca vou me esquivar
do mínimo de seu trabalho.
Mas faça toda a costura da família.
E por todos 'tis confesso,
Quem tentou, que eu melhor
posso preparar roupas finas para o querido bebê;
Enquanto o menino turbulento
falhará em destruir
Meu trabalho com o mais áspero desgaste.
E quando a bela donzela
Está para o vestido de noiva
Faço com a mais pura costura,
O enxoval elegante,
Que tanto te gratifica,
E enche de sonhos o amante afeiçoado!

Na década de 1950 a Willcox & Gibbs comprou outras empresas menores, uma nova forma de aumentar patrimônio e diversificar os produtos produzidos.
Em 1982 a Willcox & Gibbs vendeu os equipamentos de produção de máquinas de costura para um conglomerado Japonês.
No ano de 1994 a empresa, rebatizada para Rexel Inc., voltou-se para a produção de peças, suprimentos elétricos e cabos especiais para computadores e sistemas de comunicação.




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